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Após implementar ações de cunho social, zeladoria e segurança pública, a Associação Comercial de São Paulo pretende, em alguns meses, dar início a mais uma iniciativa ousada: transformar o centro da cidade em um grande polo de tecnologia, unindo startups, e-commerces e centros de estudos voltados para o futuro.

O projeto, batizado de “Parque Tecnológico da Boa Vista”, englobará – como sugere o próprio nome – a rua Boa Vista e seu entorno. A região, antes conhecida pela falta de segurança e uma infraestrutura que deixava a desejar, hoje já se transformou, novamente, em rota de turistas, estudantes e profissionais que atuam na região, muito por conta das iniciativas conjuntas entre Poder Público, entidades representativas como a própria ACSP e terceiro setor.

Coordenador projeto, o vice-presidente da ACSP, Francisco Antonio Parisi, destaca que o centro histórico sempre teve um “charme”, mas nunca despertou o interesse de setores como da tecnologia, por exemplo. Para ele, as constantes melhorias feitas são o primeiro passo para que o “Parque Tecnológico” seja implementado.

“Entendemos que o centro tem um papel fundamental, não apenas pelo contexto histórico em si, como também na geração de negócios. Por isso todas as questões de melhorias estão em implementação, casos do ‘Projeto Acolher’, voltado para atender pessoas que moram na rua e dando a elas tratamento médico, psicossocial e acolhimento adequado para sua ressocialização; o reforço na iluminação pública; e nesta criação do parque tecnológico. Se todos unirmos forças, temos a certeza de que vários setores, como tecnologia e varejo, por exemplo, serão beneficiados”, explica Parisi.

Nos estudos realizados, a projeção é contar com diversas empresas de tecnologia, caso das startups, criadoras de softwares, coworks e demais ligadas ao setor. Com o nascimento de um novo ecossistema em um ponto estratégico da cidade, a ideia é dar oportunidade de replicar o modelo para outras praças. Em termos comparativos, na prática o Parque Tecnológico tem potencial para ser uma Vale do Silício tupiniquim (região no norte da Califórnia que serve como centro global de alta tecnologia e sede de empresas como Google, Facebook, Microsoft, dentre outras).

De acordo com o Assessor Especial da Presidência da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, Carlos Kendi Fukuhara, “ideias não faltam para otimizar e melhorar a região do centro histórico”. “Temos muitas iniciativas, pois a Associação Comercial possui diversos departamentos que trabalham e são excelentes naquilo que se propõem. Temos quadros expressivos de economistas, administradores, engenheiros, comerciantes, enfim, todos trabalhando e pensando no coletivo. Foi assim que nasceu o Projeto Acolher, a questão de reforço da iluminação na rua Boa Vista, temos agora o Parque Tecnológico também. Tudo isso é fruto de esforço e dedicação de todos, incluindo o Poder Público e o terceiro setor. Uma junção de forças que dá resultados excelentes”, explica Fukuhara.

Pateo 76 – Vale lembrar que a própria ACSP possui um espaço destinado a fomentar novos negócios tecnológicos. Em agosto do ano passado, foi inaugurado o Pateo 76, espaço idealizado para que as startups possam ser acolhidas pela ACSP e, assim, potencializar seus negócios. O local, que fica na rua Boa Vista, 76, ao lado do Pateo do Collegio, tem capacidade para receber dezenas de pessoas ao mesmo tempo e diferentes formatos para reuniões, estações de trabalho integradas, sala de reunião, estúdio de gravação e equipamentos de alta tecnologia e conectividade.

Fonte: https://nipponja.com.br/projeto-ousado-pretende-transformar-centro-histo...